sábado, 19 de agosto de 2017

Marxismo é a solução contra terrorismo na Europa

Manifestação do Partido Comunista da Palestina | Arung Blantr‏  
Não são imigrantes a maioria dos terroristas que têm feito os múltiplos ataques em vários países da Europa. A imprensa “ocidental” tem usado para o ataque de Barcelona, de 17 de Agosto, o termo “origem marroquina”, que é uma forma de não informar que se trata de espanhóis quase todos, e absolutamente todos muito jovens. Quando são ataques na França a imprensa usa “origem argelina”. Se no grupo existe um que realmente é imigrante, o destaque todo se volta para ele. É como se no Brasil para esconder alguma coisa, ao invés de afirmarmos que um Maluf é brasileiro disséssemos que ele é um homem de “origem árabe”, ou que a Dilma é uma senhora de “origem húngara”. Claro, não podemos esquecer que se a Espanha tem tantos descendentes de marroquinos e a França de argelinos devem isso ao seu colonialismo. Contudo, isso agora é só um detalhe, pois agora trata-se de um problema interno europeu.

O terrorismo tem sido praticado por jovens europeus, das classes mais exploradas que existem na Europa, filhos de imigrantes ilegais. O imigrante ilegal é a mão-de-obra mais barata da Europa, pois não pode se sindicalizar, não pode reclamar muito sob pena de deportação. Os capitalistas da Europa gostam mais ainda dos imigrantes, sobretudo ilegais, porque são excluídos da cultura européia, empurrados para bairros periféricos, e daí se aferram a suas religiões e costumes. Portanto, não se tornam marxistas, não buscam uma saída científica (daí eficiente) para sua situação. Como esse processo já tem décadas, quase todas as grandes cidades da Europa têm hoje bairros periféricos de cultura árabe.

A situação concreta de opressão e pobreza (que sempre é relativa) leva os jovens nascidos nessas periferias pobres à rebeldia, mas sem um arsenal científico, usam o que têm, que é a religião. O resultado é o que vemos, táticas tão irracionais quanto as religiões - o terrorismo! Lênin, em um livro chamado “Que Fazer?”, explicou já em 1902 o quanto o terrorismo é uma tática ineficiente, fracassada mesmo, para quase qualquer finalidade. Bombas não falam muito. Quem noticia a ação terrorista, os meios de comunicação (no Brasil, por exemplo, a Globo e Folha de S.Paulo), é que falam e se beneficiam do ato terrorista para darem o recado que quiserem. O terrorismo ainda justifica perante a opinião pública a ação repressiva dos governos. Por isso vários governos do mundo, ao menos desde o século XIX, promovem eles mesmos, por meio da manipulação de grupos de jovens revoltados, atos terroristas. Possibilidade que não se deve excluir em nenhum ato terrorista dos últimos anos.

Os europeus, mesmo de direita, já entenderam que é necessário incluir esse proletariado europeu de origem árabe no mundo cultural europeu. Contudo, isso não é possível por meio de ideologias conformistas, conservadoras, capitulacionistas, e muito menos a força. Por mais que esses jovens sejam conservadores do ponto de vista dos costumes, por sua ideologia religiosa, fato é que eles estão revoltados. Os fatores concretos que levam a essa revolta não melhorarão sob o capitalismo, porque as taxas de crescimento da Europa, reflexo das taxas de lucro, já estão muito baixas, e a solução capitalista sempre é aumentar a exploração para recuperar lucros. Mesmo que não fosse caso de necessidade, a imigração massiva recente derrubará salários. O que precisa ser canalizado e desviado do terrorismo é revolta, é sentimento de classe. O marxismo, ou seja, a proposta de resolver os problemas sociais de forma científica, deve ser apresentado com alternativa ao visível fracasso das táticas terroristas/religiosas.

Depois de cada ataque terrorista os mesmos meios de comunicação que tentam esconder que os terroristas são jovens europeus também tentam defender as religiões, no caso a islâmica. A culpa não seria da religião. Os terroristas não compreenderam a religião direito. Ora, nem as igrejas seguem os ensinamentos de Cristo, Buda, Maomé etc. Que as religiões preguem a paz e promovam mortandades é a história humana nos últimos 2 mil anos. Buda, Cristo e Maomé pregaram a tolerância e seus seguidores sempre foram os principais perseguidores, os mais intolerantes moralistas, os maiores inimigos do que pregaram seus supostos seguidores, em cada sociedade em que existem. Os atos terroristas são sim de matriz religiosa. São a revolta juvenil em toda a sua energia pelo filtro cultural religioso.

Perseguir o marxismo, promover crendices relativistas e anticientificismo, promover religiões etc. nunca passou de uma estratégia para desarmar os trabalhadores, desuni-los e desorientá-los, tornando-os inofensivos ao capitalismo. Eis o resultado – jovens proletários que não colocam em risco o capitalismo, mas matam e morrem irracionalmente (poder que as religiões sempre tiveram).

A direita é anticientificista (daí anti-intelectual) porque já entendeu que a ciência é o caminho para o marxismo. Percebeu que destruindo a ciência destrói o marxismo pela raiz, e que desmoralizando a ciência desacredita o marxismo. Na própria cultura árabe existiram muitos pensadores avançados, importantes cientistas. Originalmente o Islã estimulava a ciência, como hoje faz o Irã. O mundo árabe tem importantes partidos comunistas. Ou seja, a cultura árabe não é infensa ao marxismo e o trabalho necessário para livrar a Europa do terrorismo não é impossível.

Venceremos!

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